*Verus philosophus est amator Dei - Santo Agostinho

domingo, 11 de outubro de 2009

Escolas gaúchas sucumbem à deterioração e viram palco de violência (Segunda parte)

A análise dos registros demonstra que, a cada dois dias, alguém resulta ferido em um colégio da Capital devido a uma briga. Uma vez por semana, um professor ou aluno sofre uma ameaça verbal grave o suficiente para apresentar queixa. Uma vez por mês, uma arma é encontrada em um estabelecimento de ensino, e um traficante é flagrado oferecendo drogas a crianças e adolescentes nos arredores.

Para cada caso que chega ao conhecimento da polícia, há ainda uma cifra desconhecida de conflitos que não se transforma em estatística mas contribui para convulsionar um ambiente considerado durante décadas uma espécie de cidadela contra os horrores da sociedade. Os relatos de alunos e educadores reafirmam que a barbárie se instalou nas salas de aula.

Além de comprometer o bem-estar de mais de 2 milhões de crianças, adolescentes e adultos que circulam diariamente pelas escolas de ensino Fundamental e Médio do Estado, o clima hostil é mais um obstáculo à qualidade na educação. A violência é estimulada pelo tráfico e pelo consumo de drogas, muitas vezes associados à ação de gangues juvenis inspiradas nas quadrilhas dos morros cariocas, os chamados bondes.

Uma estimativa da Justiça Instantânea do Juizado da Infância e da Juventude indica que cerca de 50% dos alunos que cometem infrações graves têm algum envolvimento com entorpecentes. Confira, na série de reportagens que culmina no Dia do Professor, como colégios públicos e particulares vêm sucumbindo à selvageria.

Fonte:www.zerohora.clicrbs.com.br(11/10/2009)

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