Um quinto do magistério gaúcho vai celebrar o Dia do Professor, esta semana, sob efeito de tranquilizantes para combater as consequências de uma rotina perturbadora. Esse é o contingente de educadores alquebrados que necessita regularmente de ajuda química para suportar agruras diárias, conforme aponta uma pesquisa feita este ano. Outros, em número incerto, se veem forçados a abandonar a sala de aula a fim de manter a sanidade. O uso desenfreado de remédios como Rivotril e Fluoxetina procura mascarar um fenômeno detalhado na série de reportagens a ser publicada entre este domingo e quinta-feira: a violência escolar.
Além de comprometer a saúde mental dos mestres gaúchos — tema deste domingo —, a crescente hostilidade faz com que eles recorram cada vez mais à Brigada Militar e à Polícia Civil em busca da autoridade perdida. Um levantamento inédito do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) em Porto Alegre, com base em 236 ocorrências verificadas no primeiro semestre, permite compreender o desespero dos professores.
Fonte:www.zerohora.clicrbs.com.br(11/10/2009)
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