quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2,por Paulo Curvello


O promotor Affonso Ghizzo Neto, em seu artigo publicado no "AN de 27/10" relata com muita propriedade as circunstâncias do filme Tropa de Elite 2.
Quem assim como eu nasceu e viveu no Rio de Janeiro, sabe que a única diferença entre o filme e a realidade, são os atores.
No mais , trata-se de um documentário. A mais de 20 anos, meu pai ,oficial da marinha de guerra, já vislumbrava esse quadro trágico da PM do RJ de hoje.
Dizia ele há época, que o caminho para isso , além da corrupção , era a quebra da hierarquia.
Hierarquia e disciplina são os principais pilares dos militares, e já naquele tempo, era notório o aquartelamento de oficiais , escondidos em gabinetes e setores internos, em detrimento da sua atividade fim, que é o serviço ostensivo.
A partir desse fato, se deu início a "entrega" das ruas aos subordinados que deveriam ser guiados por seus oficiais.
Oficiais esses, que passaram a ficar em seus gabinetes esperando seu "quinhão" da corrupção, cometida por seus subordinados nas ruas e favelas da cidade.
Só que a coisa desandou , tendo as ruas na mão, os subordinados além de enriquecerem começaram a afrontar seus superiores, e ao serem demitidos criaram as milícias, que nada mais é que uma máfia formada por ex-policiais.
E daí em diante, até ao documentário "Tropa de Elite".
Não há nada mais perigoso que militares sem comando , sem hierarquia e disciplina.
Paulo Curvello
Balneário Camboriú

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