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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bullying e assédio moral ,por Luís Carlos Lopes*

Vale a pena ler esse texto até o final,ok!!!

Em vários ambientes, tem sido notada a presença de relações interpessoais baseadas em diversos tipos de agressão. Estas estão longe de ser os antigos apelidos, a tentativa de integração por meio de rituais de aceitação do novato pelo grupo ou o velho costume de afirmar moderadamente a superioridade real ou imaginária de uns sobre os outros. Essas novas práticas referem-se ao ataque radical aos mais fracos, aos que têm maiores dificuldades de se defender, aos diferentes etc. Em inúmeros casos, chega-se à agressão física e/ou ao constrangimento moral total.

As conseqüências destas práticas entre crianças e adolescentes são muito graves. Levam, por exemplo, ao abandono e à evasão escolar e à construção de personalidades formadas e tangidas pelo medo e pelo ressentimento. Não são menores, quando atingem adultos, podendo provocar a perda de empregos, o isolamento social e facilitar o desenvolvimento de doenças de natureza psicológica. Existem os casos que levam ao suicídio ou ao assassinato. O linchamento moral é algo que se assemelha ao linchamento físico. Deseja-se a morte de seu objeto. Se ela não é possível de fato, quer-se alcançar a destruição e/ou o afastamento/expulsão de seus alvos.

O bullying infanto-juvenil escolar é um tipo de assédio moral absurdamente irracional que rompe com as velhas regras de coleguismo e de espírito de grupo. É muito diferente das antigas brigas de turma de colégio, isto é, confrontos entre grupos de origens diversas. Ele ocorre no seio da mesma instituição, entre alunos que se conhecem e muitas vezes são vizinhos. São comuns entre adolescentes de várias faixas etárias. Alguém é escolhido para ‘pato’. Nesta pessoa, o ódio do grupo é depositado com vigor, incluindo-se xingamentos e episódios lamentáveis de violência física. Com as facilidades de gravação e difusão disponíveis, estas barbaridades chegam algumas vezes à Internet e até a TV.

O assédio moral no ambiente adulto assume inúmeras variações, que respeitam o contexto específico onde ele ocorre. Trata-se de uma forma de abuso, que usa de subterfúgios para tentar destruir o objeto escolhido. A ‘fofoca’ transforma-se na intriga, na invencionice e na maledicência. Os limites entre o público e o privado são abandonados e desconsiderados. As pessoas são atacadas de acordo com os preconceitos acreditados. São pressionadas, admoestadas e maltratadas, sem que isto se relacione de modo direto com as atividades que desenvolvem.

Continua...

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