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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Liberdade para informar, por Wagner José Mezoni

25 de maio de 2009.

Casos de perseguição a jornalistas que contestaram o poder, denunciaram o crime, a corrupção e o uso incorreto de bens e funções públicas são relativamente comuns e estão mais próximos do que conseguimos perceber. Eles acontecem no dia-a-dia e são praticados, em alguns casos, até mesmo pelos que se dizem defensores de práticas corretas, da justiça e da democracia.Falar com a imprensa costuma ser um desafio para o qual a maior parte das pessoas, na condição de fontes de informação, não se sente preparada. A atividade envolve a perspectiva de exposição pública, profundos sentimentos relacionados à autoestima e à incerteza de que as informações serão veiculadas de acordo com suas expectativas. A possibilidade de erros ou críticas assusta. E, se os primeiros costumam ser superestimados, os segundos devem ser compreendidos sob a perspectiva de que é papel da imprensa ser crítica e promover a pluralidade de ideias.O jornalismo é uma atividade profissional que investiga, reúne, contextualiza criticamente e transmite com regularidade ao grande público, ou a segmento dele, informações da atualidade por meio de veículos de comunicação. E, ao mesmo tempo em que se caracteriza como atividade industrial, não gera um produto qualquer. O negócio da imprensa (ética e responsável) não é promover pessoas ou organizações.Em vez de promoção, a imprensa precisa oferecer informações independentes, autônomas, críticas, confiáveis, capazes de explicar a vida social. A existência da imprensa depende da credibilidade atribuída pela sociedade às informações geradas por ela. O jornalista não é adversário do entrevistado, mas seu papel exige que seja crítico. Seu compromisso é com a sociedade. Parcialidade, promoção, endeusamento, são tudo o que o público não quer (ou não deve querer), da imprensa.

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