*Verus philosophus est amator Dei - Santo Agostinho

segunda-feira, 29 de abril de 2013

JOINVILLE,A VILA DO SENSO COMUM, POR CHARLES HENRIQUE VOOS*

Um texto muito interessante

Durante muitos anos eu fechei meus olhos para algumas situações que aconteciam em Joinville. Talvez pelo meu bairrismo, ou por falta de uma noção de totalidade, não admitia que Joinville era uma vila com tamanho de cidade média. Hoje percebo o quanto estive errado, pois, ao analisar a dinâmica social de nossa cidade, identifico que o senso comum domina, e o poder de crítica é extremamente combatido.

Tudo começa quando encontramos um sistema público de ensino deficitário, em todos os níveis. Por mais que tenhamos uma grande taxa de alfabetização, somos reféns de escolas interditadas e um plano pedagógico que ceifa a construção crítica de nossos jovens, submetendo-os apenas aos "desafios" de um tal mercado de trabalho. Os poucos que escapam desta lógica que forma, ao invés de construir conhecimento, esbarram na etapa seguinte: a desvalorização.

Como o mercado de trabalho (principalmente em Joinville, reduto ideal da lógica industrial) não valoriza a crítica, muitos saem de Joinville em busca de novos ares. Nosso amigo Zé Baço sempre nos alertou sobre isso aqui neste espaço. Os que por aqui permanecem não encontram uma Universidade (pública ou privada) que seja receptiva a este tipo de pessoas. A cidade é um harém do senso comum, reprodutora de todas as principais regras deste poder simbólico (resultante de vários interesses, principalmente econômicos) que domina, segrega e aliena. O cinza característico do cenário urbano industrializado é a mesma cor da produção intelectual.

O processo é cíclico e preocupante. A participação popular, de natureza essencialmente crítica, é anulada pela opressão ou pelo preconceito construído e propagado nos espaços acríticos da cidade. Desta forma, a cidade sempre será palco para alguns e espaço de plateia para quase todos. As coisas erradas acontecem diante de nossos olhos e a vila se resigna: segregação, preconceito, violência, mídia parcial, omissão do poder público, egoísmos, falta de alteridade e coletividade, acomodação... são algumas características do típico joinvilense.

É muito mais fácil criticar quem faz a crítica sem produzir um debate de ideias. O joinvilense (sem querer generalizar) é fanático pela crítica à conduta pessoal, e não pelas concepções de mundo do criticado. É só ver os comentários recentes em vários posts aqui do Chuva Ácida. O joinvilense adora ver e ser visto. Vive de aparências, de fetiches, de fábulas urbanas. É um bolha! (Me rendo, Felipe!) Não participa. É um dominado e gosta desta condição. Acredita em tudo o que vê na TV ou ouve no rádio. Vai na onda dos outros. Lota os shoppings nos fins de semana porque tem preguiça de cobrar do poder público grandes parques ou qualidade dos passeios urbanos (calçadas e demais vias). Troca de carro todo ano por status. Critica o transporte coletivo sem utilizá-lo. Faz faculdade para ter um diploma e não para adquirir conhecimento. Faz enormes festas de formatura e casamentos por pura aparência. Considera desenvolvimento urbano a mesma coisa que crescimento econômico. Tem medo do diferente e de quem pensa diferente de si.

Existem momentos em que tenho vergonha de ser joinvilense e dos passos desta cidade. Não sou adepto do "ame-a ou deixe-a", mas sim do "faça de tudo para mudar aquilo que não te agrada". É por isso que luto para não sair daqui em busca de outras oportunidades.

*Retirado do blog Chuva Ácida

domingo, 28 de abril de 2013

O PECADO DA OMISSÃO, POR MARCIO MOTTA*

O PECADO DA OMISSÃO

Tiago: 4. 17
Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. 
 O PECADO DA OMISSÃO
Este versículo nos confronta e desconstrói  uma crença de que somente quando cometemos algum erro é que estamos em pecado, já que ele nos diz, de uma forma muito clara,  que o fato de deixar de fazer o que é correto também é.
Isto nos leva a uma reflexão a respeito daquilo que fazemos e deixamos de fazer, pois a partir do instante que chegamos a essa conclusão, muitas das coisas que não estamos fazendo e a respeito das quais achávamos  estar tomando a atitude correta, está nos levando  a ser tão pecadores quanto as pessoas que cometem seu erros.
É evidente que estamos falando de omissão, que nada mais é do que nos silenciar diante de determinadas coisas, ficarmos mudos diante de fatos onde deveríamos nos posicionar, deixar de lado aquilo que não poderia ser deixado.
O interessante é que quando nos omitimos em uma determinada situação e deixamos de lado alguma coisa que deveria ser denunciada, não parece tão grave quanto o fato praticarmos algum ato que esteja em descordo com os padrões. O que precisamos entender, e ficar bem claro, é que os dois estão errados e carregam o mesmo peso diante de Deus, o fato de ficarmos em nosso canto, não querendo se envolver, fingindo-se de morto é uma falta tão grave quanto cometer um erro, por isso um é chamado de pecado de comissão e o outro de pecado de omissão.
Sendo assim, se podemos fazer o bem e não fazemos estamos sendo tão pecadores quantos aqueles que fazem o mal e o problema maior é que jamais conseguiremos esconder isso de Deus, ou seja, Ele sabe muito bem tudo aquilo que podemos e não podemos, já que  é Ele que nos capacita e nos dá todas as condições de continuar.
Isso colocado nós devemos ter em mente que se podemos fazer o bem, façamos, se precisamos nos aproximar de alguém de quem estamos longe, aproximemos, se precisamos perdoar a alguém, perdoemos, isto é, não podemos ficar ignorando aquilo que precisamos fazer e cometendo o pecado da omissão. 

* Retirado do sítio www.palavrafiel.com.br

A REALIDADE

A omissão de hoje , fará de você a própria vítima amanhã - Isso é fato.

IMAGINA SE NÃO EXISTISSE ...

Advogado e sindicato. Todo mundo critica, mas na hora do aperto são os primeiros a serem lembrados.

TILÁPIAS NO RIO CACHOEIRA

Fui hoje pela manhã na rua do lazer e parei na "pinguela" em frente o Centreventos. Eu e outras pessoas observavamos as tilápias brincando nas águas. Logo logo estaremos nadando ali. Te cuida Enseada e Barra do Sul.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ISSO É ESTRATÉGIA POLÍTICA ??? OU O FIM DA DEMOCRACIA NO BRASIL ???

Defender uma chapa que seja composta por  candidatos do PMDB - PSD - PSDB - PP e PT ? A democracia corre sério risco no Brasil . Aliás, que democracia ???

terça-feira, 23 de abril de 2013

PALAVRAS DE WITTICH FREITAG!!!

Palavras de Wittich Freitag!!!

(...) Quando assumi em janeiro(...) encontrei a Prefeitura com pagamentos atrasados em três,quatro até cinco meses com fornecedores. Ninguém mais queria vender para a Prefeitura,não havia crédito para comprar um pão(...) O fato é que a Prefeitura comprava mal,pagava caro e pagava mal. Eu estava com as mãos amarradas e percebia que dificilmente poderia realizar,nos próximos meses,as obras com as quais me comprometera(...)***

***Palavras do prefeito Wittich Freitag ao assumir a prefeitura de Joinville em 1983.

Fonte: Eu, Wittich Freitag, livro da historiadora Raquel S.Thiago,páginas 172 e 173.

PROFESSORES URGENTE, UM TEXTO DE SANDRA GUEDES*

Sou solidária a todos(as) professores(as) de nosso país que procuram melhores condições de trabalho e salário, que buscam a dignidade de trabalhar em segurança e ter uma perspectiva de futuro!
É preciso fazer alguma coisa URGENTE antes que o vazio de professores que já está evidente em grande parte das escolas brasileiras se acentue ainda mais! As licenciaturas se esvaziam e fecham as portas a cada dia e isso se reflete nas escolas que não tem professores em diferentes disciplinas. Quem quer ser professor com as condições de trabalho e de salário existentes?
Está mais do que na hora de mudar e não é aumentando os dias letivos, sobrecarregando os professores e alunos de trabalho que o ensino vai melhorar. O quadro que está se posto levará anos para ser modificado. Não se formam professores do dia para a noite!

* A dra. Sandra Guedes é professora  no Curso de História da Univille - Joinville

domingo, 21 de abril de 2013

HELP!!!

Além de Joinville não ter investimentos em sua estrutura viária e demais equipamentos públicos, o poder público não tem capacidade de gerir e corrigir os já existentes. É uma barbaridade!!! Pior que parar no congestimento, é perceber o abandono da via: buracos, valas abertas , remendo no asfalto , vias sem sinalização ou mal sinalizadas.

terça-feira, 16 de abril de 2013