quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CREDIBILIDADE JORNALÍSTICA

Pode até ser ingenuidade, mas um jornal tem que escrever as coisas de toda cidade, os assuntos importantes de toda população. Ficar porta voz apenas de alguns órgãos representativos não é o suficiente. Pensar que determinados assuntos não devam ser publicados pois a maioria da população não teria capacidade intelectual para assimilar o conteúdo é outro erro. É justamente a leitura diária do jornal que mostra o horóscopo do dia(e da semana passada), a vitória ou a derrota do clube da cidade, que também possibilita a leitura de um artigo mais elaborado de um advogado, poeta, empresário, professor, etc. O momento em que o jornal restringe a opinião do leitor ou assinante, que é o seu posicionamento político, o veículo perde credibilidade. Não é o poder oficial que é o único detentor da verdade, a história recente do Brasil é prova disso. E o jornal escrito tem tanta força em Joinville que opiniões contrárias ao status quo foram sendo deixadas de lado. É na barbearia, no bar, na quitanda que o cidadão tem muitas vezes a única chance de ter acesso a leitura de um jornal. E o bom jornal não existe apenas para informar. O bom jornal é o caminho para outros jornais, livros,outros pensamentos...outras leituras de mundo. Apesar de toda grandeza de Joinville, o poder dominante da cidade conseguiu sufocar a exposição pública de ideias contrárias ao seu pensamento. Os blogs e o facebook continuarão a expor ideias diferenciadas. Mas é só o jornal impresso que pode popularizar esse pensamento questionador. O controle da opinião pública não é benéfico para a democracia. O jornal que encerrou suas atividades em Joinville, deixou de existir por subestimar a capacidade do leitor da cidade mais rica de Santa Catarina. Pergunto: Se um jornal diário não rende dividendos em Joinville vai gerar dividendos aonde ???

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