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sexta-feira, 21 de março de 2014

SOBRE O GOLPE DE 1964



Dia 31 de março será lembrado novamente do fatídico Golpe Militar de 1964. A História do Brasil é uma história de uma eterna resistência. A independência foi conquistada, mas a sua soberania de fato ainda está longe de ser consolidada por seu povo. É um erro histórico colocar a culpa de 1964 apenas nos militares. O golpe antes de mais nada foi civil. Segmentos  contrários a política de João Goulart  o tiraram do poder. A impaciente esquerda na época não  interpretou corretamente o momento e foram para rua pressionar o presidente a realizar as reformas de base. A UDN, empresários e a Igreja Católica incentivaram a classe média conservadora a ir para rua protestar. João Goulart ficou prensado, solitário, entre a direita e a esquerda. Após Getúlio Vargas o Brasil avançou deixando para trás uma economia que vivia apenas da agricultura e tinha uma indústria tímida. João Goulart  defendia essa herança getulista para um projeto nacional independente. Políticos e intelectuais na época desconfiavam que Goulart estava preparando um golpe. Foram enganados. O golpe partiu dos setores conservadores da sociedade que fizeram a cabeça dos militares. O Brasil vivia uma democracia até aquele momento. A imprensa era livre. Mas o povo acostumado com o populismo paternalista acomodou-se e não saiu em defesa de Jango. O povo só olhava de longe, deixou Jango apanhando sozinho.
A ditadura instalou-se perseguindo intelectuais e políticos a esquerda (e até a direita). Hoje é a esquerda  que comanda o país. Uma esquerda que ansiava em ter o comando do país, mas que confunde socialismo com assistencialismo. Que inchou o serviço público com comissionados e o pior de tudo, apenas quer se perpetuar no poder. Que fique o exemplo de 1964.

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