segunda-feira, 24 de março de 2014

FHC compara situação de Dilma à de João Goulart

Exilado durante o início da ditadura militar, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ao Brasil em 1968 para criar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Três décadas depois do golpe, ele vê nos problemas de Dilma com o Congresso reflexos da crise que derrubou Jango. "Nossa democracia está se enraizando, mas ainda estamos em busca de um modo mais eficaz", diz. "Ninguém quer dar golpe hoje no Brasil, mas ninguém sabe muito bem como atender demandas que aparecem de repente, com esses mecanismos lentos, muitas vezes desconectados, que são o palácio e o Congresso."
Em 1964, FHC diz que o governo estava perdendo o controle da situação. “Jango assustava os proprietários e a classe média mais tradicional quando prometia reforma agrária e reforma urbana. Nós estávamos na Guerra Fria, e a tendência era radicalizar”.
Ele cita a relação com o Congresso como decisiva para o equilíbrio do poder: “Isso vinha desde Jânio Quadros. Ele tinha tudo na mão, eleito pelo povo, e um Congresso com o qual podia negociar, mas quis impor a autoridade presidencial sobre o Congresso e não conseguiu”. 
Nesse contexto, diz que Dilma tem que pedir mais ao Congresso a tomada de decisões de interesse nacional. “Para isso, o mecanismo mais saudável é convencer a opinião pública das suas razões”, diz (leia aqui a entrevista à Folha de S. Paulo).

Fonte: www.portalbrasil247.com (24/03/2014)

Um comentário:

Alex Fernando disse...

Cara, tá certo!!! Na ditadura o brasil tava se aproximando demais do comunismo e daí veio o golpe militar (que eu acho bom) financiado pelo Tio Sam!!! A Dilma tem que abrir o olho!!! I want you!!