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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Saúde: Verrugas podem indicar baixa imunidade

Causadas por vírus, lesões aparecem principalmente em crianças e jovens.

Se você acha que verrugas na ponta do dedo surgem quando se aponta para estrelas e que, para fazê-las “sumir”, é preciso arrumar um fio de crina de cavalo para amarrar bem apertado na bolinha, procure seu dermatologista. Apesar de feias e incômodas, as protuberâncias podem ser facilmente removidas na maior parte dos casos. “A verruga é uma lesão benigna, resultado de uma infecção virótica que acomete cerca de 10% da população, em sua maioria crianças e jovens”, explica Robertha Nakamura, médica da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

A lesão pode apresentar-se sob várias formas – existem verrugas vulgares (tipo mais comum, geralmente ásperas), planas, filiformes, plantares e genitais. Segundo a dermatologista, os tipos que precisam de cuidados médicos com maior urgência são as duas últimas. “As plantares atingem a sola dos pés e causam muita dor, dando a impressão de pedra no sapato. Já os condilomas, que atacam as regiões genitais, podem indicar, dependendo do tipo de vírus do HPV, uma possibilidade de câncer do colo do útero”, alerta.

A imunidade de quem tem verrugas pode estar debilitada. “O aparecimento das lesões está condicionado ao sistema imunológico da pessoa. Em pacientes com vírus da Aids, por exemplo, a verrucose, que é a aglomeração de muitas verrugas numa mesma região, é mais comum”, diz Robertha. Por esse motivo, segundo a médica, o tratamento de remoção das verrugas é acompanhado de medicamentos, como suplementos de vitamina C e antiparasitários.

As técnicas para acabar com as verrugas são variadas: “ácidos aplicados diretamente no local lesionado, eletrocauterização, criocirurgia (congelamento das células da verruga) e lasers, estes mais caros, são os procedimentos habituais”, cita Robertha. A escolha depende das características de cada paciente e da lesão.

Molusco contagioso, embora também seja infecção por vírus, é diferente de verruga. Apesar disso, ambos podem passar de uma parte do corpo para outra ou de pessoa para pessoa – depende do bom funcionamento imunológico. “Por isso, não é aconselhável ficar passando a mão nas lesões”, avisa. E, se por um lado verrugas nos dedos se devam mais ao toque em outras lesões que à contagem de estrelas, por outro as simpatias são bem vindas. “Algumas literaturas médicas afirmam que esses rituais podem melhorar a imunidade do paciente pela crença”, afirma ela. Funcionando ou não, o conselho também é dado no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Fonte: www.unimedrio.com.br

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